quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O que você pensa na hora H?


Não pense em um elefante de fraldas. Não pense em um elefante de fraldas. Não pense em um elefante de fraldas. Aposto que pensou nessa bizarrice, certo?  Tudo bem, eu também pensei e sei que se minha avó tivesse lido este texto, ela também teria pensado. Não sinta culpa por não ter sido capaz de controlar seu próprio cérebro ou por ter ocupado seus pensamentos com a figura nonsense de um paquiderme trajando Pampers descartáveis, pois até mesmo os grandes gurus indianos do controle mental estão sujeitos a estupros mentais como esse.
Todos os dias, nosso espaço cerebral é forçosamente ocupado por imagens das quais gostaríamos muito de nos livrar, mas não conseguimos. Tente não pensar naquele ex e automaticamente verá a cara dele colada até no tubo de cola, no vidro do carro e na parede da escola. Pensar em não pensar é muito mais grudento que Mack Collor. Nem as afiadíssimas facas Guinso conseguem cortar esse tipo de pensamento. E quando estamos inundados de saudade, então? Basta uma ligadinha no rádio e em qualquer estação sintonizará em um refrão que parecerá ter sido milimetricamente composto só para fazer com que VOCÊ pense naquilo que está evitando pensar.
Poderia escrever um livro inteiro só citando exemplos de situações nas quais é praticamente impossível fugir de nossa própria cabeça, mas, aqui, quero focar em um caso específico, danoso e extremamente comum no universo masculino: “o diabólico pensamento capaz de amolecer o pênis”. Não sou doutor, psicologista ou especialista em corpo humano, mas já vivi isso. Fui traído pelo meu próprio pau, que em noite de gala, insistiu em fingir-se de morto quando eu mais precisei dele alerta, e sei que isso ocorreu graças à incalável voz interna que me dizia: “Ricardo, por favor, não deixe essa piroca amolecer”.
Arrisco dizer que grande parte dos preguiçosos pintos que insistem em permanecer moles bem na hora H assume essa postura triste e cabisbaixa porque possuem donos que gastam toda a energia mental com cobranças nada excitantes, quando no momento do bem-bom, deveriam ocupar a cabeça somente com pensamentos “viagrônicos” e afrodisíacos.
A lógica é simples, e mesmo o mais gostoso estímulo físico será totalmente ineficiente quando dissociado de um estímulo mental potente. Duvida? Então, imagine a seguinte situação: uma linda estudiosa do comportamento sexual humano propõe-lhe um teste e você, homem babão, aceita participar do experimento mesmo sem saber como ele funcionará. Ela então te colocará uma venda, removerá sua roupa e, do nada, você começará a receber a mais promissora punheta que já lhe deram na vida. É claro que não reclamará. Seu pau rapidamente ficará ereto, afinal, tudo aquilo parecerá muito “tesônico”. E quando seus olhos começarem a virar, e você estiver quase gozando, sua venda será abruptamente removida e você assustadoramente descobrirá que a mão que segurou seu pau o tempo todo não era da simpática pesquisadora, e sim de um chimpanzé treinado por atrizes pornôs para masturbar seres humanos com maestria. A menos que curta zoofilia, seu pinto inevitavelmente murchará em questão de milésimos. E sabe por quê? Não é porque o chimpanzé é ruim de punheta – claro que não, o estímulo físico promovido por aquele simpático macaco era inquestionavelmente eficiente. Sua piroca despencará porque, no instante em que vir o chimpanzé, sua cabeça será ocupada por uma voz interna que dirá: “Que porra esse macaco tá fazendo aqui?”. Ou seja, de nada adiantará um potente estímulo físico (punheta profissional) se, junto com isso, o homem não puder ocupar a cabeça com estímulos mentais eficientes.
Por isso, mulheres, quando um pau amolecer bem diante dos seus narizes, não pensem em suicídio nem se sintam as mais ineficientes provedoras de boquetes do mundo. É bem provável que o problema esteja bem além do alcance das suas línguas e que, por mais deliciosas que sejam as suas carícias orais, elas nunca serão capazes de causar ereções em homens cujos estímulos mentais estão bloqueados pelo medo de falhar. E se tivesse que dar apenas um conselho pessoal aos homens, então falaria: na hora do sexo, foque na bunda e deixe que essa coisa linda ocupe todo seu espaço mental, pense nas tantas coisas gostosas que a bunda é capaz e assim, a cabeça de cima inevitavelmente mandará uma ordem infalível pra cabeça de baixo e dirá: levante já!

Obs.: Se quiser evitar ejaculação precoce, basta pensar em um elefante de fraldas. :)

Texto de Ricardo Coiro para o site Casal Sem Vergonha

4 comentários:

  1. Excelente texto. O problema agora é mandar o FDP do elefante de fraldas embora... Ha ha ha.


    Ginna Karla

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    1. Eh, ele é perfeito! ...Um elefante incomoda muita gente... kkk
      Bjo querida!

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkk porra elefantinho chato vúh rsss

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    1. Eh meninos, controlem os elefantes, por favor! kkk

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