segunda-feira, 10 de abril de 2017

#MexeuComUmaMexeuComTodas


Vítimas de assédio contam o que sentiram quando sofreram o abuso.
Depois de tanto tempo sem postar, devido falta de tempo, a correria da facul e outras coisas, um assunto me chamou a atenção, a onda de denúncias envolvendo questões de assédio e agressões contra as mulheres. Decidi comentar por ser mulher, por acreditar que devemos lutar por nossos direitos, por saber que não devemos nos calar! 
Primeiro foi uma mulher grávida de um cantor famoso que o acusou de agressão, depois uma funcionária de uma grande rede de TV foi assediada em seu ambiente de trabalho, agora uma moça em um reality show está vivendo um relacionamento abusivo. O que elas tem em comum comigo ou com você mulher que está lendo este post? TUDO! 
Gente, chega do mimimi... "Ah, elas são ricas..." ou "Só estão falando sobre esse assunto por causa da Globo...". Agressão, dor, angústia e sofrimento não tem classe social! É claro que sabemos que milhares de mulheres passam por isso todo dia, é triste, é lamentável, mas elas são vítimas como todas as outras que já passaram por algo parecido. Agora é hora de aproveitar que o assunto voltou a mídia e lutar por nossos direitos, cobrar que algo seja feito, denunciar os "machões"que acreditam estar a cima da lei. 
Eu, que fui vítima de assédio e agressão, posso afirmar uma coisa: nada é pior que o silêncio, que não ter com quem contar, que ficar sozinha. Meu respeito e carinho a todas as mulheres que passam ou passaram por algo assim, e que a esperança de um futuro melhor nos dê forças!



Nota do movimento #MexeuComUmaMexeuComTodas: Toda e qualquer violência física e psicológica contra a mulher deve, sim, ser repudiada. Quando se fala em agressão, não devemos pensar apenas em socos, tapas e chutes. A agressão também se faz com palavras, atitudes e manipulações que ferem a nossa dignidade. Estar presa em um relacionamento abusivo é também não ter real dimensão da gravidade da situação. É preciso que fique claro aqui que as atitudes de Marcos Harter são de truculência e violência, principalmente psicológica, contra Emilly Araújo. Sempre é importante destacar: a lei Maria da Penha enquadra a tortura psicológica como violência doméstica. Para além dessa nossa fala, o protagonismo do público em denunciar e amplificar o caso é comovente. Que nossa voz ecoe e ajude a não deixar uma de nós só. Porque se mexeu com uma, mexeu com todas, SIM. #MexeuComUmaMexeuComTodas

6 comentários:

  1. É isso aí! Não é mimimi. É crime! Grazadeus ontem expulsaram o cara do BBB. A gente precisa, mais do que nunca, mostrar pras pessoas que machismo não é legal e não é engraçadinho. #grlpwr


    Beijos
    n. // www.fashionjacket.com.br

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    1. Concordo, querida! Não devemos nos calar, é hora de aproveitar que o assunto está na mídia e lutar por nossos direitos!
      Bjo e obrigada pelo carinho! :)

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  2. Que post maravilhoso. Fico tão chateada quando tentam minimizar os efeitos da agressão ou do assédio com coisas tipo "e pq não fez nada na hora" "você só quer ibope" "deve ter gostado". Eu já fui assediada dentro da minha própria casa e ainda sai como a errada da história, por isso muitas mulheres preferem se calar por medo.
    Agora, mais que nunca, que todas as mulheres devem se unir.
    Beijos
    http://lolamantovani.blogspot.com.br

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    1. Fico muito triste ao ver depoimentos como o seu e o de outras mulheres, não consigo acreditar que mesmo com tanta tecnologia e conhecimento, a sociedade continua machista, opressora. Também fui vítima e sei como é pesada a dor da culpa, do medo.
      Mas, estamos aqui, viu? Juntas e fortes!
      Bjo, querida! :)

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  3. OI YANA

    eu acho maravilhoso que estamos atingindo enfim esse poder de colocar a boca no mundo e denunciar sim esse tipo de ato que não tem absolutamente nada de legal. Não é vergonha contar a sua história. Precisamos falar mesmo e conscientizar o mundo de que machistas não passarao mais de jeito nenhum!

    beijo
    beinghellz.com

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    1. Obrigada, querida! Bom te ver por aqui, bjo! :)

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